quinta-feira, 6 de maio de 2010

Ciclista morre sem ter acesso à UTI

Parentes do ciclista Alexsandro Santos Brito afirmam que ele foi vítima do caos na saúde pública. Em estado grave, Alexandro esperou mais de 24 horas por uma vaga na UTI e não resistiu.

O laudo do Instituto de Medicina Legal aponta a causa da morte, hemorragia e traumatismo craniano. Segundo a família do ciclista Alexsandro, ele poderia ter sobrevivido se tivesse recebido atendimento médico de qualidade. “Ele deveria ter sido encaminhado imediatamente, porque estava com lesões na cabeça e precisava de uma UTI. Ficou no hospital, jogado”, contou o cunhado do ciclista Marcus Polo.

Alexsandro, de 31 anos, se acidentou no domingo, dia 02, na área rural de Brazlândia. Ele participava do desafio internacional de mountain bike quando perdeu o equilíbrio numa ladeira íngreme, de alta velocidade, a mesma onde ele costumava treinar para as provas. O ciclista sofreu uma pancada forte na lateral da cabeça, região pouco protegida pelo capacete e foi levado para o alto do morro, onde recebeu os primeiros socorros até a chegada do helicóptero.

O ciclista foi levado para o Hospital de Base ao meio dia do último domingo. Depois de dar entrada no pronto socorro, ele ficou numa área reservada para politraumatizados. Só à meia noite, doze horas depois, o neurocirurgião emitiu um laudo sobre a necessidade de ele ser transferido para a UTI.

Na manhã de segunda-feira, a família procurou o Ministério Público e às 11 horas a Justiça concedeu uma liminar que autorizou a transferência do paciente para uma UTI particular. Às 15h30, a ambulância do Samu levou Alexsandro para um hospital particular e meia hora depois ele foi internado. Às 4 horas da madrugada desta quarta-feira, dia 05, ele não resistiu e morreu.

A direção do Hospital de Base não quis dar explicações nesta quarta-feira, dia 05, apenas prometeu apurar o que ocorreu com o atleta.

O enterro será hoje as 14:00 hrs no Cemitério de Taguatinga.


Fonte: dftv.globo.com

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